Rejeito Útil: Desenvolvimento sustentável na construção civil

Após a tragédia ocorrida em Mariana (MG), no final de 2015, surgiu uma indagação entre a relação “construção civil x meio ambiente”.  Como poderíamos reduzir o impacto ao meio ambiente sem comprometer o fluxo de produção? Pesquisadores, universidades e até empreendedores, começaram a pensar juntos em maneiras sustentáveis de tornar mais amenos os danos causados ao rio e a biodiversidade do pequeno município mineiro.

 

O que descobriram foi que não só era possível melhorar a condição de Mariana, como também era possível, através de práticas sustentáveis, explorar menos e continuar produzindo. A ideia inicial foi de aproveitar os rejeitos de lama despejados nos rios e transformá-los em artefatos de cimento para a construção civil, construindo uma quantidade significativa de casas e pavimento para estradas. Sendo assim, a prática não só ajudaria o meio ambiente, como também movimentaria a economia do país. É uma luz no fim do túnel em tempos de tragédias e crises.

 

A Repercurssão da Tragédiatragedia-mariana-solucao-construcao-civil-maquinas-de-artefatos-de-concreto

 

Quando a barragem de rejeitos da Samarco – mineradora responsável pelo desastre – se rompeu em Mariana, não faltaram previsões péssimas sobre o futuro do Rio Doce, do próprio distrito e das cidades vizinhas. Também pudera, o desastre tomou proporções gigantescas com o desabamento de construções, com as milhares de famílias desabrigadas e com a morte da vida aquática.

 

A repercussão foi massiva, negativa e massacrante: é o fim daquela localidade e o inicio de uma época ainda mais nebulosa para o país. Surgiram milhares de comentários – alguns deles sem baseamento algum – sobre o que havia de fato acontecido.

 

Mas, de acordo com o professor de Engenharia Civil da UFOP, Ricardo Peixoto, o material despejado no rio não continha metais pesados e os rejeitos não são tóxicos, se tratando apenas de minério de ferro, argila e areia. A explicação é plausível, considerando que a causa da morte dos animais aquáticos se deve a falta de oxigênio causada pelo contato da lama com a água, e não pelos “venenos” dos rejeitos – informação que já virou senso comum.

A oportunidade

oportunidade-rejeitos-de-minerio-na-construcao-civil Foto: Reciclagem – Transformação de rejeito de Minério em cimento – 16/12/2015 – UFMG

 

Morar em casas ou transitar por estradas construídas com artefatos e pavimentos  provenientes dos rejeitos não é prejudicial à saúde. Muito pelo contrário, na verdade, é uma contribuição para a vida de milhares de pessoas e animais. Além de contribuir com o munícipio de Mariana, empresários que passarem a investir na prática de reaproveitamento de rejeitos da extração da areia, estão se introduzindo em um projeto que tem tudo pra dar certo e continuar crescendo.

 

Quem deseja iniciar a produção, deve procurar um maquinário que atenda a demanda, bem como profissionais que estejam dispostos a aprender as técnicas de produção destes artefatos. A H-Zen disponibiliza maquinário para a produção de blocos, que podem ser usados em casas. O maquinário também produz pavers, indicados para revestir estradas e meios-fios.

 

A tendência de desenvolvimento sustentável está crescendo cada dia mais entre empresas do mundo inteiro e, de fato, não há dúvidas de que nosso futuro será construído em cima de uma grande preocupação com o planeta.

Os Benefícios e o Desenvolvimento Sustentável

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A areia para produção de artefatos de cimento é extraída do fundo do rio e dos leitos – os populares “areiões”. Após ser extraída, a areia é processada na mineradora, que separa o que será usado comercialmente dos rejeitos, que são os minérios de ferro. Com o reaproveitamento dos rejeitos, uma série de benefícios pode ser observada, como a diminuição da exploração dos depósitos sedimentares nos rios e a movimentação da economia.

 

No caso de Mariana, os empreendedores que investirem no negócio de produção de artefatos de cimento utilizando como insumo os rejeitos, terão um custo quase nulo com matéria prima e ainda auxiliarão o município a se reerguer.

A Esperança: Práticas Sustentáveis na Construção Civil

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Não há como negar que a situação do Rio Doce e de seus afluentes é crítica, que o processo de recuperação ainda é longo e que deverá haver muito empenho por parte dos ambientalistas, engenheiros e da própria Samarco para reverter o ocorrido. Mas, mesmo desta maneira, sabendo de todo os obstáculos que virão pela frente, há uma solução.

 

O passo inicial é começar um processo de recuperação do oxigênio do rio e, com isso, impedir que a lama despejada no trecho do acidente continue a ir com a correnteza. Para tanto, deverá ser construída uma barragem no encontro do rio com o mar. Controlando o desastre – conforme já citado – os empreendedores tem a oportunidade de reaproveitar os rejeitos para a produção de artefatos de cimento na construção civil.

 

É só imaginar a quantidade de casas que podem ser construídas, famílias abrigadas, na geração de emprego e na recuperação da biodiversidade, benefícios que mesmo em longo prazo, são possíveis de realizar.

 

 

De fato, não há como negar as proporções do desastre ocorrido em Mariana. Mas, o que não se pode fazer, é simplesmente aceitar que o problema não tem solução. Existem muitos comentários negativos a respeito, mas também existem pessoas empenhadas em encontrar soluções e dispostas a ajudar. Muitas vezes, são nos momentos  de dificuldade, que nascem grandes feitos.

 

E, apostar em inovação, mesmo em tempos difíceis, é acreditar na mudança e não desistir de esperar por um bom futuro. E você, que opinião tem a respeito do desenvolvimento sustentável na construção civil? Se sua empresa pensa em aderir às práticas, dê sua opinião e compartilhe conosco o seu conhecimento.
 
 
 

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