Como ser um empreendedor de sucesso no ramo de artefatos de cimento?

A construção civil foi um dos setores mais afetados pela atual crise econômica e um dos primeiros a sentir o furor da instabilidade no país. Só em 2015, o setor encolheu 8%, com demissões, poucos projetos públicos e privados a serem lançados, dificuldades de financiamento, etc. E, nesta situação, quem trabalha no ramo de produção de artefatos de cimento certamente também está enfrentando obstáculos para crescer de forma sustentável.

 

Entretanto, é importante destacar que é perfeitamente possível se tornar um empreendedor de sucesso na área, independente do cenário macroeconômico. Ao contrário do que imagina o senso comum, a maior causa de falência das empresas não são as interferências externas, mas a falta de preparo dos empreendedores, que acabam não gerenciando seu business com visão de negócios e Inteligência operacional. Vale lembrar que, de acordo com dados do IBGE, quase 50% das empresas fecham antes de completarem seu 3º ano de vida. Isso não é crise econômica, é uma crise de gestão que independe do segmento.

 

Pensando especialmente nas dificuldades inerentes ao setor de artefatos de cimento, listamos abaixo algumas dicas essenciais para vencer em uma área de extremo dinamismo, mas que possui ainda muito espaço para crescimento. Aprenda agora como ser um empreendedor de sucesso no ramo!

Não subestime a capacitação de sua equipe

Infelizmente, muitos empresários do setor de produção de materiais de concreto ainda subestimam o poder que a capacitação pode trazer ao negócio. Especialmente na construção civil, a falta de coerência na execução do plano de negócios, o improviso na contratação de colaboradores, os contratos não permitidos pela CLT e, sobretudo, a falta de capacitação dos funcionários (que gera falta de padronização, má qualidade da produção e baixa produtividade), ainda é um dos grandes responsáveis pelo enriquecimento das estatísticas do IBGE citadas acima. Treinamento é essencial!

Busque ser um empreendedor de sucesso

Não se lance ao mar sem saber o que irá enfrentar! Seu foco é setor público ou privado? Onde estão seus concorrentes? Quais são seus potenciais clientes, em quem você deve mirar? Quem não tem um direcionamento, dificilmente chega a algum lugar. Daí a importância de estruturar um plano de negócios dinâmico, incremental, realista, mas ousado, que irá conter todas as diretrizes para que sua empresa cresça de forma sólida, independente de crise.

 

Só corroborando as afirmações acima, um levantamento feito em 2014 pelo Sebrae revelou que 46 % dos empreendedores confessaram, durante a pesquisa, que iniciaram suas atividades sem conhecer o consumidor. Absurdo, não? Outros 39% desconheciam informações sobre o capital de giro necessário e 38% não faziam ideia dos rivais no setor. Para coroar os dados assustadores, 55% dos donos de empresas entrevistados não elaboraram um plano de negócios. Está ou não explicado porque os índices de falência no Brasil são tão superiores aos de outros países?

Automatize seus processos operacionais

Quem quer ser grande, deve agir como tal: aqui entra a importância da profissionalização. Fabricar blocos de cimento exige aparelhagem adequada, capaz de produzir modelos em série e reduzir ao máximo o trabalho braçal dos funcionários. Ter equipamentos que automatizem processos significa transitar menos com insumos (evitando danos no transporte até o local de produção), redução de custos com desperdício de materiais (pela medição imprecisa da matéria-prima), maior produtividade diária (haja vista que as soluções automatizadas em artefatos de cimento são capazes de produzir uma quantidade de blocos e pavers muito superior ao que se produziria com equipamentos improvisados ou de forma manual), entre outras mudanças. Estamos falando da posse da mesma quantidade de matéria-prima, produzindo mais, melhor e com menor custo. Fundamental para quem busca a chave de como ser um empreendedor de sucesso!

Mude sua concepção de despesa e investimento

O grande equívoco dos empreendedores brasileiros é não saber ao certo o que deve ser economizado e o que deve concentrar maior volume de investimento. Essa falta de discernimento gerencial faz com que muitos empresários de recusem a adquirir soluções tecnológicas que poderiam aumentar sua produção, sob a alegação de controle de recursos. Economizam naquilo que poderia expandir sua capacidade produtiva, mas acabam perdendo dinheiro com juros ilimitados em financiamentos mal planejados para salvar o capital de giro da empresa. Perceba que um erro na concepção dos negócios custa caro ao empreendedor e, muitas vezes, gera equívocos difíceis de serem reparados no futuro.

 

Imagine o caso de um produtor de artefatos de concreto que produz blocos e pavers de forma rudimentar, com baixo número de clientes e produção diária de algumas poucas dezenas de materiais para construção. A falta de clientes dilui sua presença no mercado e não permite que haja investimentos em marketing direto, o que poderia fortalecer sua marca no mercado.

 

Agora imagine que este mesmo empreendedor decida direcionar parte do seu caixa para adquirir máquinas para fabricação de blocos de concreto personalizado, gerando um diferencial competitivo no setor. Mais do que isso, suponhamos que nosso empresário imaginário tomou a decisão – ousada, reconheçamos – de trocar todo seu maquinário, adquirindo também misturadores de concreto de última geração, a fim de garantir maior velocidade na realização dos projetos, bem como centrais dosadoras de agregados, que facilitam o escoamento do material, evitam perdas e facilitam o controle sobre os insumos utilizados. É preciso enxergar além dos gastos realizados para compreender os possíveis efeitos dessa atitude em seu negócio.

 

Com maior produtividade diária, em função da alta capacidade dos equipamentos, esse empreendedor consegue pensar em ter clientes maiores, participar de licitações públicas e ir além das pequenas obras, algo que não era possível sem um parque industrial de alta tecnologia. Por outro lado, equipamentos modernos, como máquinas hidráulicas automáticas, para fabricação de artefatos de cimento, reduzem também a quantidade de matéria-prima utilizada, o que representa redução de custos fixos e variáveis (e, indiretamente, aumento de lucro). Por fim, esse empresário terá mais máquinas, maior produção e menor necessidade de mão de obra, o que significa um alívio em folha de pagamento e volume de tributos trabalhistas. Em pouco tempo, o investimento estará pago por si mesmo, por ser autossustentável. Percebeu que é uma questão de visão de negócio? De compreender o que é gasto e o que é investimento?

 

E você, como está lidando com a crise no setor? Qual o caminho que tem trilhado para entender como ser um empreendedor de sucesso? Divida suas experiências conosco nas linhas abaixo!
 
 
 

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